sábado, 13 de agosto de 2011

Honra teu pai e tua mãe.

O relacionamento entre pais e filhos é assunto extremamente sério. Todos nós temos pais e, mesmo que eles já não estejam mais entre nós, é fundamental entendermos a verdade a respeito do nosso relacionamento com eles e sua importância diante de Deus e do mundo espiritual.


Muitas coisas acontecem em nossa vida sem que compreendamos o porquê . Por mais que busquemos, não conseguimos encontrar explicação para elas. Porém, se observarmos melhor, certamente veremos que as raízes de muitas dessas situações estão em nossos relacionamentos.


Em centenas de encontros evangelísticos que realizamos, a maioria com jovens, temos visto muitos deles oprimidos e possuídos por demônios. Também pudemos observar que as piores possessões estão relacionadas a mágoas e ressentimentos em relação aos pais.


A Bíblia afirma categoricamente que o filho que se levanta contra pai e mãe deve ser punido de morte (Mt 15:4), pois os pais são a representação máxima do Senhor sobre os filhos. Foi Deus quem estabeleceu nossos pais como autoridade sobre nós e, quando nos levantamos contra eles, vamos contra o próprio Senhor.


Essa atitude gera um grande problema entre nós e Deus, pois, para Ele, a rebelião é como o pecado de feitiçaria e precisa ser tratada firme e imediatamente, já que, em situações assim, é o espírito de Satanás que está em ação em nossa vida.


Porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei. 1Samuel 15:23


Uma grande brecha se abre na vida de qualquer pessoa que se levante contra os próprios pais. E Satanás, conhecendo essa brecha, a tem usado para destruir a vida de muitos jovens,levantando-os à rebelião contra seus pais e atraindo o juízo de Deus sobre si.


Algum tempo atrás, foi noticiado o assassinato de sete jovens em apenas uma semana na cidade onde moro. Tal notícia me deixou indignado e, durante uma vigília que realizamos todas as semanas em nossa igreja, chamei os irmãos para orarmos a esse respeito. Perguntei ao Senhor por que aqueles jovens haviam morrido e tantos outros estavam sendo mortos com tanta freqüência e, naquele momento, Deus me trouxe à mente o seguinte versículo:


Porque Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e : Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Mas vós dizeis: Se alguém disser a su pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E , assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Mateus 15:4-6


Então, Ele ministrou claramente ao meu coração. “Os jovens estão morrendo porque estão se levantando contra seus pais.”


É possível que não tenha existido sobre a face da terra uma geração tão rebelde contra os pais quanto a nossa. Satanás sabe que a maneira de destruir uma geração é abrindo brechas no meio dela e tem usado isso contra nós. Cada vez que um filho se levanta contra o pai ou a mãe, o juízo de Deus é estabelecido. Por isso tantas vidas têm sido ceifadas.


Porém a Palavra de Deus nos dá um antídoto para toda essa destruição:


Filho, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. Efésios 6:1-3


Hoje em dia, ouvimos falar de várias dietas que prometem proporcionar uma vida longa. Contudo, não há dieta que nos faça viver longamente se não aprendermos a honrar nossos pais. A Biblia nos mostra que esse é o caminho para sermos bem sucedidos e vivermos longos dias. Quando obedecemos a esse mandamento, a promessa que o acompanha se cumpre em nossa vida e tudo nos vai bem: estudos, casamento, trabalho, saúde e todas as demais áreas.


Porém, se por um lado, quem honra os pais vive longamente, por outro, quem se rebela contra eles é punido com morte e não recebe a Bênção da longevidade. Por isso, naquela noite, Deus me levou a orar pelos jovens do nosso país, arrependendo-me e pedindo perdão pela rebeldia da nossa geração.


Em meio à intercessão, percebi o Espírito Santo me dizendo: “Antes que você faça isso em nome dos outros, precisa se arrepender da rebeldia em sua vida e em seu relacionamento passado com seus pais”.


Muitas vezes, eu também, como um jovem rebelde e sem Deus, havia me levantado contra meus pais e, mesmo após tantos anos desde a minha conversão, nunca havia me arrependido especificamente sobre isso. Então, naquele momento, o Espírito de Deus começou a me relembrar de muitas ocasiões em que havia agido com rebeldia, das quais pude me arrepender e pedir perdão a Deus.


Foi um acontecimento muito precioso em minha vida, pois senti o perdão genuíno de Deus sobre mim e soube que estava passando por uma experiência espiritual muito forte e importante.


Tempos depois, o Senhor me dirigiu a promover, juntamente com meus irmãos, uma festa de honra para meu pai, na cidade onde ele vive, e também pude honrar minha mãe em uma cerimônia de honra que realizamos no prédio da igreja. Hoje, posso testemunhas o quanto esses eventos podem nos abençoar, pois, depois deles, experimentei o mover de Deus em todas as áreas de minha vida.


Talvez, neste momento, você esteja se perguntando como poderia experimentas algo assim e até mesmo fazer uma festa para seus pais, depois de tudo o que fizeram contra você. Como honrá-los dessa maneira?


Para que haja honra, nosso coração precisa estar totalmente livre em relação a nossos pais, mas muitas vezes, estamos cheios de mágoa contra eles e precisamos perdoá-los antes que consigamos honrá-los. Você precisa experimentar a libertação e a restauração dos seus relacionamentos através do perdão, da honra e da bênção.


Não sei quais são as marcas que você traz na alma em relação a seus pais, mas sei que você precisa tomar a decisão de perdoá-los e honrá-los, abençoando-os e sendo abençoado.


Deus te abençoe!


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Disciplina do corpo - parte 2 (final)

O PREÇO DA DISCIPLINA

O preço na era da comida rápida, do forno de microondas, do controle-remoto, do `` tudo-pronto´´, da mordomia, da obesidade, da preguiça e da autopreservação. Mas, para conquistar uma geração tão numerosa quanto a nossa, necessitamos de homens que estejam dispostos a vencer a preguiça, a autopreservação, o sono e a moleza; precisamos de cristãos que se posicionem e disciplinem o corpo a fim de terem disposição para obedecer ao Espírito, fazer a vontade de Deus, enfrentar a guerra e vencer.


Satanás sabe que, quando uma geração assim se levanta, seus interesses são prejudicados. Por isso, ele cria e oferece uma série de facilidades para, através delas, tentar nos prender e impedir que exerçamos domínio sobre nosso corpo.


Paulo usa o exemplo de uma corrida para explicar como podemos dominar o corpo para servimos a Deus (1Co9:23-27). Mesmo que não saibamos, todos nós estamos correndo. Só nos resta saber em qual corrida: na do mundo – do ego e da alma - , ou na corrida do reino – das vidas e do espírito.


No verso 25 da mesma carta, ele faz uma analogia entre cristãos e os atletas de uma olimpíada, enfatizando a disciplina necessária àquelas que almejam a vitória. Um atleta profissional chega a treinar oito ou dez horas por dia; controla sua alimentação, suas atividades e o tempo de descanso durante o período de preparação para uma competição. Há um treinamento duro, pois ele está se preparando para um grande campeonato e, por isso precisa impor e respeitar severas regras de conduta nesse período, caso contrário, será desclassificado ao final da corrida. Se ele não tiver feito tudo que precisava ser feito durante o tempo de treinamento, não chegará à reta final movido unicamente pelo seu desejo. É impossível.


Muitas vezes, nós também somos assim – tiramos férias de Deus, da oração, da leitura da Palavra e ainda queremos ganhar a corrida. Porém, se somos competidores e estamos correndo para alcançar o prêmio, assim como um atleta que em tudo se domina, temos que ter controle absoluto sobre nosso corpo. Isso significa que não podemos nos permitir atender às exigências excessivas; sua liberdade precisa ser cortada.


Somos atletas e queremos correr para alcançar a vitória, mas sabemos que nem todos ganharão o prêmio. Porém , isso não quer dizer que as vagas para vencedores no céu sejam limitadas; não significa que uns ganharão de outros, mas, sim, que aqueles que perseverarem até o fim e se tornarem vencedores, entrarão no reino.


Na verdade, todos nós deveríamos ser vencedores, mas, quando Paulo fala que nem todos alcançam o prêmio, não é porque não podem, mas porque não querem pagar o preço de serem vencedores. Temos o mesmo Espírito Santo e a mesma Palavra, sabemos o caminho a trilhar, mas nem todos entram por ele e, por isso, perdem a chance de serem vencedores.


Um atleta que está treinando impõe limites ao seu corpo no que eu se refere às suas necessidades físicas básicas, como quantidade de comida, bebida e tempo de sono. O único propósito de estarmos nessa ``olimpíada´´ é vencer a corrida, por isso, quando nosso corpo faz suas exigências, cabe a nós dar a ele apenas aquilo que é necessário. Se o momento é de estudar a Palavra e o corpo reclama que está com fome, podemos resolver permanecer para receber o pão de Deus ou sair para comer a comida do mundo. Nós decidimos quem manda e qual o nosso propósito: ganhar a corrida ou sermos donos da nossa vida. Paulo diz claramente que é o Espírito quem deve dominar tais coisas.


Se há uma disciplina tão rígida para que os atletas ganhem uma medalha que não tem valor algum, será que não devemos nos disciplinar muito mais para ganhar uma coroa incorruptível? Atletas gastam a vida inteira, apostam todo o seu futuro e sua saúde correndo atrás de medalhas e troféus dos quais ninguém mais lembrará, que afetarão a vida de ninguém.


Nós, entretanto, não estamos correndo uma corrida natural, mas espiritual. Nossa vida aqui é passageira, em breve estaremos partindo, ou por morte ou por arrebatamento e, honestamente, creio que será por arrebatamento, mas só quem vencer a corrida subirá. Aqueles que preferirem não correr para vencer ficarão, por isso, sejamos firmes com nosso corpo para que alcancemos a vitória.


A respeito de si, Paulo dizia que lutava com uma meta muito bem definida (1Co9:26). Ele não estava correndo à toa, ao contrário, sabia muito bem o que deveria ser feito e por que. Por isso mantinha seu corpo sob controle para poder vencer: ``Mas esmurro o meu corpo e o reduzo a escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado.´´ (v.27)


Em minha vida, procuro seguir o exemplo de Paulo e não jejuo por acaso, não durmo pouco por acaso, não abro mão de comer por acaso, não me disciplino e me esmurro à toa. Às vezes, em meus períodos jejum, tenho dificuldade para me levantar da cama, de barriga vazia, e ir orar. Mas, cerro os punhos, me levanto e digo: ``Vou orar!´´, pois estou numa corrida, tenho um propósito e quero ser vencedor.


Vou avante, não julgo ter alcançado, mas faço uma coisa: a cada dia morro e decido continuar nessa batalha até estar preparado para o dia em que o Senhor vier. Devemos ir avante e não permitir que nosso corpo faça exigências excessivas. Ele não está na corrida para satisfazer a si mesmo, mas para correr, cooperar, avançar e vencer.


Agora, se não temos domínio sobre nosso corpo, como teremos domínio sobre algum demônio, sobre o mundo espiritual? Se não somos capazes nem de jejuar por um dia quando decidimos fazê-lo, ou de vencer o sono e acordar mais cedo para orar e ler a bíblia, ou se não conseguimos orar nem por uma hora, vamos vencer o quê?


Há irmãos que não conseguem ficar sem café, refrigerante ou chocolate, pois sentem dor de cabeça, tremores e, então, não jejuam. Porém, a Palavra de Deus diz que, se algo nos faz pecar, deve ser cortado, arrancado de nossa vida, a fim de sermos livres para servir ao nosso Senhor, pois só Ele é Deus. Nada, deve dominar nossa vida, pois, se não formos capazes de sujeitar o próprio corpo, não venceremos coisa alguma!


Se não dominamos nosso corpo, não estamos aptos a exercer autoridade sobre nada mais amplo. Podemos até amar a obra de Deus, mas sem domínio-próprio, isso será de pouco proveito, pois ela é muito mais abrangente que uma simples pregação em uma reunião, e edificá-la exige muito de nós.


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